O termo gastroenterologia integrativa refere-se à abordagem multidisciplinar que combina tratamentos médicos convencionais com intervenções complementares e mudanças de estilo de vida, de forma a otimizar o cuidado de pacientes com doenças gastrointestinais. Os melhores estudos sobre o tema destacam principalmente três áreas: intervenções multidisciplinares, terapias mente-corpo e uso racional de fitoterápicos e suplementos.
O estudo randomizado de Basnayake et al. demonstrou que uma abordagem multidisciplinar (incluindo gastroenterologista, nutricionista, hipnoterapeuta, psiquiatra e fisioterapeuta) resulta numa melhoria superior dos sintomas, qualidade de vida e custo-efetividade comparativamente à padrão, apenas com gastroenterologista, especialmente em distúrbios funcionais como síndrome do intestino irritável.[1]
A American Gastroenterological Association recomenda a integração da psicogastroenterologia, enfatizando o papel do eixo cérebro-intestino e a importância de intervenções como terapia cognitivo-comportamental e hipnose dirigida ao intestino para distúrbios funcionais e doenças orgânicas, como a doença inflamatória intestinal. Estas intervenções reduzem sintomas, ansiedade e custos, sendo consideradas práticas de primeira linha em contextos apropriados.[2]
O relatório da Rome Foundation reforça que as terapias comportamentais baseadas no eixo cérebro-intestino são eficazes e devem ser integradas.[3]
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